A Antiguidade Oriental – Egito Antigo

 

Em algum momento, você já deve ter escutado a frase do antigo historiador grego que viajou ao Egito, Heródoto: ” o Egito é uma dádiva do Nilo”. De fato, o Egito só pode florescer graças ao rio Nilo. Com o regime de cheias e vazantes, o Nilo tornava uma área de 30.000 Km² totalmente cultivável, numa região que chegou a ser habitada por 7 milhões de pessoas. Localizado ao norte da África e cercado pelo deserto, o Egito foi capaz de prosperar.
Dado o fim do período Neolítico, a concentração de pessoas em busca de melhores condições de vida aumentava nessa região. Diversos grupos étnicos se “acomodaram” (sedentarismo) às margens do Nilo iniciaram a pratica da agricultura no solo egípcio. Solo fértil que localiza-se entre o Mediterrâneo, a Ásia e África.

Geografia e Sociedade

Segundo pesquisas, o Nilo possui uma extensão de 6.695 km, porém deixa o título de maior rio do mundo para o Amazonas, com 6.868 km. O vale do Nilo compreendia o Alto Egito, ou Terra do Sul, e o Baixo Egito, ou Terra do Norte. As cheias ocorriam de junho outubro / novembro. Durante essa temporada os camponeses dedicavam-se ao plantio e construções hidráulicas. De novembro a junho, período da vazante, dedicava-se a colheita.

Com o aumento da população, a área cultivável, naturalmente formada pelo rio, não era mais suficiente para a produção de alimentos. A necessidade de construir um sistema hidráulico que irrigasse as localidades mais afastadas para o cultivo, fez nascer no Egito um Estado com poder centralizado. Tal governo era responsável por construir e organizar diques e canais de irrigação, que levariam água aos locais mais afastados.

Através de instituições militares, religiosas e burocráticas, esse governo despótico (déspota = individuo que exerce autoridade arbitraria), tinham controle sobre toda a produção de alimentos. O excedente dessa produção era administrado pelo Estado para sustento próprio, financiamento de obras e alimentar a população em caso de calamidade pública. Este método ficou conhecido por: Modo de Produção Asiático.
Identificado como deus, o faraó governava o Egito. Ou seja, o Egito possuía um governo teocrático. A divisão social egípcia pode ser resumida com a imagem abaixo:

Para fins didáticos, faz-se uma divisão política do Egito em três períodos. Antigo Império (3200-2200 a.C.), Médio Império (2060-1780 a.C.) e Baixo Império (1580-1200 a.C.). Temos também o período Pré-Dinástico, caracterizado pela formação do Estado egípcio. Entre Antigo e Médio Império e Médio e Novo Império, existem dois períodos intermediários.

Antigo Império

  • Primeiro rei – Djoser.
  • Capital –  Tínis e posteriormente Mênfis.
  • Centralização do poder militar, religioso e administrativo nas mãos do faraó.
  • Construção da primeira pirâmide, em Sakkara (construída em degraus)
  • Grandes Obras arquitetônicas: Quéops, Quéfren e Miquerinos (4ª dinastia).
  • Nascimento do culto ao deus Sol – Rá e por consequência aumento do poder do faraó (representante direto desse deus).
  • Fragmentação do Estado por não suprir os nomos.
  • Divisão do Egito: Alto e Baixo Império

Médio Império

  • Capital: Tebas
  • Estabilidade político-administrativa (aumento da influência egípcia no exterior).
  • Relações comerciais com fenícios, cretenses e sírios.
  • Extinção dos cargos de nomarcas (chefes dos nomos).
  • Invasão dos Hicsos – após serem expulsos deixaram contribuições como o uso de cavalos e fundição do bronze.
  •  Auge das artes: representadas pela literatura, arquitetura e pinturas (características marcantes: ausência de perspectiva e ligação religiosa).

Novo Império

  • Conquistas militares (Jerusalém, Damasco, Assur e Babilônia).
  • Tutankamon: restabeleceu o culto politeísta, “retirado” por Amenófis V.
  • Resistência à invasão de diversos povos
  • Inicio da decadência egípcia
  • Trégua entre egípcios e hititas (casamento de Ramsés II com uma princesa hitita) para expulsão de um inimigo em comum (assírios, comandados por Assurbanípal em 666 a.C.).
  • Dominação assíria por 6 anos.
  • Ultima capital: Saís

Os persas no ano de 525 a.C., na batalha de Pelusa, sob o comando de Cambises, derrotam os egípcios e dominam a região. Após este momento, o Egito torna-se domínio de vários povos, entre eles os macedônicos e os romanos em 30 a.C.

Arte e religião

Os egípcios acreditavam que o corpo era constituído de diversas partes: O BA (ou alma), o KA (ou força vital) e o AKH (ou força divina inspiradora de vida). Para alcançar a vida depois da morte, o ka necessitava de um suporte material, que habitualmente era o corpo (khet) do morto, que deveria manter-se incorrupto, o que se conseguia com a técnica de mumificação.
A escrita egípcia, conhecida como hieróglifos, era utilizada pela alta classe. Somente o faraó, os sacerdotes e os escribas tinham conhecimento de seu significado. Era formada por desenhos e símbolos que não representavam diretamente as imagens.

Na pintura, as figuras humanas eram pintadas em sua maioria com uma postura hierática, ou seja, cabeça e pernas de perfil e o tronco de frente. A escultura e a arquitetura eram monumentais, o que podemos comprovar nas colossais pirâmides.

 

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.
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Lucas Valle

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.

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