As Cruzadas

Durante o Concílio de Clermont, em 1095, o o Papo Urbano II conclamou os cristãos a lutarem para tomar Jerusalém dos árabes, fato que deu início às Cruzadas.

Com a tomada da Palestina pelos turcos seldjúcidas, os cristãos foram barrados em suas peregrinações a Jerusalém. Utilizando esse acontecimento como pretexto, a cristandade organizou uma série de expedições militares com o intuito de tomar a Terra Santa. As cruzadas contavam com o apoio do império Bizantino, pois viam nelas a oportunidade de deter seus inimigos árabes, que ameaçavam seus territórios.

As cidades italianas, por seu lado, viram nas Cruzadas uma oportunidade de expandir seu comércio pelo Oriente. Por isso, foram grandes patrocinadoras dessas expedições. Os senhores feudais também investiam nas Cruzadas com a intenção de obter mais terras.

Outro motivo que impulsionou essa guerra santa foi o crescimento demográfico europeu. O excesso populacional, que começava a causar problemas sociais na Europa, foi redirecionado à luta contra os infiéis.

A igreja presenteava aqueles que lutassem contra os infiéis com indulgências, isto é, o perdão dos pecados.

É importante lembrar que o Ocidente também recebeu expedições religiosas, que em sua maioria buscavam combater os hereges, ou seja, aqueles que não estavam ligados ao pensamento católico.

Pedro Eremita mostra o caminho a Jerusalém

Cruzadas para o Oriente:

  • Cruzada dos Mendigos: movimento extraoficial, composto por inúmeros homens levados a lutar pela fé. Foi massacrada pelos turcos.
  • Primeira Cruzada: também conhecida como Cruzada dos Nobres, obteve grandes vitórias e conseguiu tomar Jerusalém.
  • Segunda Cruzada: os turcos se reorganizaram e retomaram os territórios perdidos. Contra eles foi organizada a Segunda Cruzada, que não obteve resultados significativos.
  • Terceira Cruzada: ficou conhecida como a Cruzada dos Reis. Por ser comandada por Filipe Augusto (rei da França), Frederico Barba Ruiva (rei do Sacro Império Romano-Germânico) e Ricardo Coração de Leão (rei da Inglaterra). Frederico morreu a caminho do combate. Filipe retornou à França e Ricardo, sem conseguir vitórias militares, estabeleceu um acordo com Saladino (sultão que dominava Jerusalém) que permitiu a peregrinação dos cristãos à Terra Santa.
  • Quarta Cruzada: esta expedição foi desviada de sua rota original para satisfazer às pretensões de Veneza. Buscando aumentar seu comércio com o Oriente, forçou os cruzados a tomarem Constantinopla, que passou para o domínio da cidade italiana.
  • Cruzada das Crianças: baseada na ideia de que apenas as almas puras conseguiriam lutar e conquistar a Terra Santa. Essa cruzada extraoficial, entretanto, não obteve vitórias e as crianças foram vendidas como escravas no Norte da África.
  • Quinta a Oitava Cruzada: a partir da Quinta Cruzada, os cristãos passaram a atacar o Egito para depois chegar a Jerusalém, sem nenhum resultado significativo.

Cruzadas para o Ocidente:

  • A Guerra de Reconquista:  no século VIII, a península Ibérica caíra sob domínio árabe, dando início aos conflitos. A partir do século XI, a Igreja Católica passou a conceder indulgências para aqueles que auxiliassem na luta de expulsão dos árabes, dando um caráter de Cruzadas àquele conflito.
  • A expansão cristã no Leste Europeu: o Sacro Império Romano-Germânico necessitava expandir seus territórios por causa do grande crescimento populacional, por isso passou a invadir o Leste Europeu, habitado pelos eslavos, povos considerados pagãos. A Igreja, por sua vez, querendo firmar-se dentro desse império, apoiou a conquista, dando-lhe um caráter de guerra santa
  • A Cruzada Albigense na França: no Sul da França, os habitantes da cidade de Albi se consideravam cristãos mais puros que os outros, por isso não aceitavam o uso de armas, nem o matrimônio e principalmente desconheciam a autoridade do Papa. Por tudo isso, eram considerados hereges e, para combatê-los organizou-se uma cruzada que reuniu a Igreja, a monarquia francesa e alguns nobres interessados nas terras dos heréticos. Os albigenses que sobreviveram aos ataques foram julgados e condenados pela Inquisição.

As principais consequências das Cruzadas

  1. O empobrecimento dos senhores feudais.
  2. A ampliação comercial com o Oriente.
  3. Ampliação do mundo cultural com o contato com a cultura oriental.
  4. Aperfeiçoamento da arte náutica (bússola e astrolábio).
  5. O fortalecimento do poder real.

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.
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Lucas Valle

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.

3 comentários em “As Cruzadas

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