Coesão textual

A COESÃO TEXTUAL, a partir dos elementos componentes do texto (e do encadeamento entre eles), analisa e comenta aspectos relacionados a:

(i) Seleção e combinação lexical,

(ii) Conectivos e seus efeitos,

(iii) Elementos de referência interna e externa,etc.

Exemplo:

Sacrifícios pessoais

Quais foram os últimos sacrifícios que você fez só para tentar ficar amigo de alguém? Provavelmente, você mentiu um pouquinho sobre o seu gosto musical. Se todo mundo gosta daquela banda, quem sou eu para não gostar? Também deve ter mudado algumas vezes o seu jeito de se vestir. Porque, se você não acompanhar a moda, vai ser chamada de cafona.

  • A conjunção se estabelece uma relação entre uma condição e uma consequência. No caso, a consequência seria o questionamento pessoal diante da constatação hipotética de todas as pessoas gostarem de uma mesma banda. A progressão do texto é feita pela ilustração de uma possível situação de sacrifício pessoal (manter sobre o próprio gosto musical).
  • A conjunção porque estabelece um nexo causal entre a condição que será explicitada na sequência e o comportamento identificado na oração anterior (consequência desencadeada pelos riscos de não se atender a condição apresentada).
  • A condição que o se indica é não mudar o jeito de vestir. O não atendimento a essa condição tem uma consequência (ser rotulado de cafona). Essa condição é, na verdade, a razão para alguém vestir-se com roupas que não são de seu agrado. Mais um exemplo de “sacrifício pessoal” para agradar aos outros.

Não se assuste. Todo mundo, alguns pouco, outros mais, faz esse tipo de coisa. Mas, às vezes, o buraco é mais embaixo. E nós acabamos fazendo coisas que realmente nos machucam só para “pegar bem” com a galera. Não, não tem nada a ver com aquele papo de mãe sobre o problema de andar com más companhias. Segundo os psicanalistas, nós fazemos isso para sermos aceitos. E, mais do que isso, para ter uma imagem boa diante dos outros. Isso porque a gente costuma usar os outros como espelho e, vez ou outra, cai no pensamento: “Se eles me acham legal, então eu sou legal”, “se eles me acham péssima, eu sou péssima”. Deu para entender?

  • A conjunção mas atua, nesse trecho, como uma indicação de que a direção argumentativa do texto será alterada. Até agora tratou-se de pequenos sacrifícios, de agora em diante, o texto ilustrará comportamento que trazem consequências mais sérias.
  • A conjunção e, nesse caso, tem papel discursivo. Em vez de marcar uma adição, apenas indica que se dará continuidade ao que vinha sendo dito. Sugere exatamente que o texto vai prosseguir.
  • A preposição para desempenha, nesses casos, função de conjunção. Introduz orações reduzidas que expressam a finalidade do comportamento anteriormente identificado. Equivale a “ para a que”.
  • A conjunção e, aqui, indica a adição de duas finalidades mencionadas como explicação para fazermos coisas que nos machucam (sermos aceitos, termos uma boa imagem diante dos outros).
  • O advérbio então reforça a ideia de consequência provocada pela satisfação da condição anterior, porque estabelece um vínculo conclusivo (eu me achar legal é algo que acontece como uma consequência de eles me acharem legal).

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Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Atualmente mora em Londrina. É um dos responsáveis pela fundação do EducaHelp, plataforma de desenvolvimento de conteúdos para Pré-Vestibular.
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Lucas Montini

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Atualmente mora em Londrina. É um dos responsáveis pela fundação do EducaHelp, plataforma de desenvolvimento de conteúdos para Pré-Vestibular.

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