Como estudar gramática?

Para estudar e aprender gramática é necessário, primeiramente,  entender o que é gramática e para que servem os estudos gramaticais.

Durante anos, nas escolas, estudou-se aquele sistema de regras decoradas, contudo, saber o que é substantivo, adjetivo, verbo, artigo, preposição, sujeito, predicado, etc. não significa ser capaz de construir um bom texto, empregando esses conhecimentos.

De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, “É no interior da situação de produção do texto, enquanto o escritor monitora a própria escrita para assegurar sua adequação, coerência, coesão e correção, que ganham utilidade os conhecimentos sobre os aspectos gramaticais” e é neste rumo que caminham as provas de Língua Portuguesa.

Raramente, em provas de concursos e vestibulares, serão aplicadas questões descontextualizadas, como se fazia.

A proposta tem sido, então, uma abordagem gramatical contextualizada, isto é, no texto, pois os conhecimentos gramaticais são fundamentais para a construção da coesão e da coerência em um texto, além de oferecerem maior riqueza linguística.

Mas isso também não quer dizer que se deva abandonar a abordagem gramatical tradicional. Se de nada adianta conhecer a gramática e não saber usá-la, também não é possível utilizá-la sem conhecê-la.

Nessa linha de pensamento, podemos concluir que a melhor forma de se estudar a gramática da Língua Portuguesa é identificando, no texto, os elementos gramaticais, verificando quais são as funções que eles exercem no texto e percebendo quais implicações no sentido do texto ocasionam.

Classes gramaticais

Adjetivo

São usados para delimitar as possibilidades designativas dos substantivos; adjetivo é toda palavra que estiver ligada a um substantivo com finalidade de atribuir-lhe uma especificação. Veja o exemplo:

Eu tenho um carro novo. O adjetivo, nesta frase é “novo” que especifica que o carro é novo, tem a qualidade de ser novo.

Advérbio

É a expressão modificadora que por si só denota uma circunstância (de lugar, de tempo, modo, intensidade, condição, etc.) e tem a função de adjunto adverbial.

 Aqui vai tudo bem (lugar e modo).

Hoje não irei (tempo, negação, lugar).

O Aluno talvez não tenha reagido muito bem (dúvida, negação, intensidade, modo).

Artigo

Os artigos antepõem-se a substantivos e são determinantes de gênero e número.

Podem ser definidos: o, a, os, as;

Ou Indefinidos: um, uma, uns, umas.

Conjunção

São palavras utilizadas para unir, conectar orações num enunciado.

Alguns exemplos de conjunções:

Pois, portanto, logo, como, mas, e, embora, todavia, porque, entretanto, quando, ora, que, quer, porém, contudo, seja, nem, conforme.

O aluno estudou, contudo não foi aprovado. Neste caso, a conjunção é “contudo” que conecta de forma adversativa as duas orações: “O garoto estudou” + “foi aprovado”.

O aluno estudou e foi aprovado. Aqui, a conjunção é “e” que une de forma aditiva as duas orações: “O aluno estudou” + “foi aprovado”.

Interjeição

É a expressão com que traduzimos nossos estados emotivos. Elas têm autonomia e constituem por si verdadeiras orações. Algumas das interjeições mais comuns:

Ah!, Tomara!, Ai!, Bravo!, Psiu!, Coitado!, ai de mim!, cruz credo!, viva!, opa!

Numeral

Numeral é a palavra de função quantificadora que denota valor definido:

“A vida tem uma só entrada: a saída é por cem portas.”

Ele é o segundo irmão entre os homens.

Corri por duas horas.

Comi pizza pela quinta vez.

Esse foi meu primeiro artigo.

Preposição

É uma unidade linguística dependente, isto é, não aparece sozinha no discurso. Não exerce nenhum outro papel que não seja ser índice da função gramatical do termo que ela introduz. Existem as preposições essenciais: A, ante, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. E há também as preposições acidentais que são palavras de outras classes gramaticais que podem ser empregadas como preposições: Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão, visto.

Pronome

Os pronomes são palavras utilizadas para indicar, fazer referência ou substituir nomes já citados no texto ou frase para que o texto não fique com palavras repetidas: Eu, tu, ele, nós, vós, eles. Há também pronomes relativos, pronomes possessivos, demonstrativos, pronome adjetivo, pronome substantivo e os do caso oblíquo.

O menino foi à padaria, veja só o que ele trouxe de lá. O pronome “ele” faz referência ao menino (sujeito).

Substantivo

Os substantivos são aquelas palavras que nomeiam de forma geral os elementos substanciais, isto é, existentes, tanto na forma física (carro, homem, livro) quanto na apreensão metal (bondade, piedade, saúde, chegada).

Verbo

Palavra cujo significado lexical organiza o falar. Exprime ação e varia em tempo, modo e número. Se o fato que se quer comunicar estiver no passado, por exemplo, é o verbo que vai carregar a unidade temporal, podendo ter auxílio de um adjunto adverbial:

Verbo estudar:

O aluno estuda (presente).

O aluno estudou (passado).

O aluno estudou ontem à tarde (verbo no passado e adjdunto adverbial de tempo).

 

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Atualmente mora em Londrina. É um dos responsáveis pela fundação do EducaHelp, plataforma de desenvolvimento de conteúdos para Pré-Vestibular.
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Lucas Montini

Estudante de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Atualmente mora em Londrina. É um dos responsáveis pela fundação do EducaHelp, plataforma de desenvolvimento de conteúdos para Pré-Vestibular.

2 comentários em “Como estudar gramática?

  • 29 de dezembro de 2016 em 14:01
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    Olá, Samantha! Esta semana, será publicado um post sobre as preposições e, na sequência, será elaborada uma postagem bem explicativa sobre o uso da crase. Obrigado pela sugestão.

    Resposta
  • 29 de dezembro de 2016 em 08:45
    Permalink

    Olá, você poderia escrever sobre o uso dá crase, por favorzinho??

    Resposta

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