Expansão Colonial no Brasil e os Bandeirantes

A chegada dos portugueses ao Brasil data de 1500, mas é só a partir de 1530 que se inicia efetivamente o processo de colonização da colônia portuguesa. Nesses primeiros anos os homens eram enviados em expedições com intuito de reconhecimento territorial e construção de feitorais para da exploração do pau-brasil, e é onde vemos os primeiros choques entre europeus e indígenas.

Com a possibilidade real de invasão do Brasil por outras nações (holandeses, ingleses e franceses), resultado do que vimos da União Ibérica, o rei de Portugal Dom João III, “o Colonizador”, decide em 1530 enviar ao Brasil a primeira expedição com objetivo de colonizar o litoral brasileiro, chefiada por Martim Afonso de Souza, agora nomeado capitão-mor. Com as funções de povoar exclusivamente o litoral, explorar metais preciosos e proteger o território de invasores, deu-se início a colonização do Brasil. Muitas das capitais brasileiras foram originadas dos fortes erguidos pelos soldados nessa época.

No ano de 1532 foram fundados, pelo capitão-mor, os primeiros povoados do Brasil: as vilas de São Vicente e Piratininga. Localizadas no litoral do atual estado de São Paulo, rapidamente desenvolveram o plantio de cana-de-açúcar. A Industria Açucareira e a escravidão fizeram parte de todo o processo de colonização do Brasil.

Com a crise açucareira e a mão de obra africana sob controle holandês durante o século XVII, os portugueses precisavam achar novas formas de continuar explorando sua colônia. Começaram então a realizar expedições para o interior, com intuito de explorar as áreas ainda desconhecidas em busca de pedras preciosas e outras riquezas, além de conseguir mão de obra escrava indígena.

Dois tipos de expedições passaram a existir: as entradas, que contava com o apoio do governo português e tinha o intuito de expandir o território imperial; e as bandeiras, posteriores às entradas eram iniciativas privadas que visava a obtenção de lucro próprio dos exploradores.

OS BANDEIRANTES

                                                                                                                               “Domingos Jorge Velho”, Benedito Calixto, 1903.

Com inicio no século XVII, as bandeiras eram predominantemente expedições paulistas. Fatores como fácil acesso ao interior através do rio Tietê, aumento da população de São Vicente pós decadência dos canaviais e fatores socioeconômicos e geográficos do estado ajudaram nessa predominância.

Os bandeirantes eram os homens que realizavam essas expedições. Conhecidos pela sua coragem e valentia, por saberem os caminhos e técnicas de sobrevivência no sertão,  foram eles que abriram caminho para expansões além do tratado de Tordesilhas. Dentre os mais importantes podemos citar Nicolau Barreto, Francisco Bueno, Jerônimo Leitão, Brás Cubas, Domingos Jorge Velho, Manuel Preto e entre outros

As bandeiras que lideravam podem ser divididas em três tipos: a primeira, “Gentio” tinha como finalidade a captura e a venda de índios como escravos; a segunda, “Prospector” ou “Monções” era feita para a procura de materiais preciosos; e enfim a de “Sertanismo”, era a de violência, contra os índios e negros.

Os bandeirantes são vistos como heróis por uns, já que foram eles que começaram a explorar terras até então desconhecidas e sua influência foi muito forte sobre a colonização do interior do continente, e como vilões por outros graças aos métodos que adotaram para essa expansão. Mas o que não podemos esquecer é o fato de que índios e negros eram tratados com extrema violência, massacres aconteceram para essa expansão continuar, e quando os indígenas não aceitavam ser escravos eram dizimados. Precisamos refletir então se os bandeirantes realmente foram heróis de nossa pátria ou apenas mais um grupo de pessoas usadas na exploração do novo continente.

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.
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Lucas Valle

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.

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