Funções Orgânicas: Aldeídos

Os aldeídos são a classe de compostos orgânicos que possuem odores mais intensos e variados. São caracterizados pela presença do grupo carbonila (antigamente chamado de aldoxila, metanoila ou formila) ligados a extremidade da cadeia, ou seja, a carbonos primários. (CAREY, 2011; FELTRE, 2004)

Os aldeídos, por serem polares devido a presença do oxigênio, possuem temperaturas de ebulição maiores que os hidrocarbonetos e menores que os álcoois (por não terem o hidrogênio ligado ao oxigênio). Além disso, o oxigênio permite que tais compostos sejam solúveis, devido a possibilidade de fazerem ligações do tipo pontes de hidrogênio com a água. (SOLLOMONS, 2012; POLIEDRO, 2015)

A nomenclatura dos aldeídos é uma das mais simples: a cadeia principal será aquela com o grupo carbonila. Como esta deve estar, obrigatoriamente, na parte terminal não há necessidade de indicar sua localização. Por fim, o sufixo que caracteriza dos aldeídos é o – al. Veja alguns exemplos: (USBERCO & SALVADOR, 2002)

Observação: caso o grupo carbonila ( = O ) esteja ligado a um carbono secundário, isto é, a qualquer carbono que não seja terminal, o grupo funcional será o cetona.

Na imagem acima podemos ver um radical metil ligado ao carbono 3. A cadeia principal tem 5 carbonos, então o prefixo utilizado é pent. Como há uma ligação dupla no carbono 3, utilizamos o infixo en. Por fim, como se trata do grupo funcional aldeído, o sufixo utilizado é o al: 3-metil-pent-3-enal

A mesma regra vale para compostos aromáticos. O composto acima é chamado de benzenal. Perceba que o carbono ligado a carbonila é um carbono primário!

Curiosidade: A aldeído mais simples e o mais importante é o metanal, mais conhecido como formol. Ele é muito utilizado na conservação de peças biológicas, em virtude da sua propriedade de desnaturar proteínas, impedindo assim a decomposição por bactérias. O formol tem cheiro muito forte e é irritante para algumas mucosas, causando também irritação nos olhos. Antigamente era muito utilizado como anestésico, porém foi-se comprovado que sua utilização para este fim causava problemas no fígado. (USBERCO & SALVADOR, 2002)

 

Referências

CAREY, A. C. QUÍMICA ORGÂNICA. 7ª ed. São Paulo: Bookman, 2011.
FELTRE, R. QUÍMICA ORGÂNICA. 6ª ed. São Paulo: Editora Moderna , 2004.
SOLLOMONS, T. W. G.; FRYHLE, C. B. QUÍMICA ORGÂNICA. 10ª ed. Rio de Janeiro: Editora LTC, 2012
QUÍMICA. EDITORA POLIEDRO, 2015.
USBERCO, J.; SALVADOR, E. QUÍMICA. 5ª ed. São Paulo: Editora Saraiva, 2002.

Coroataense, 18 anos, acadêmico do 3º período de Farmácia pela Universidade CEUMA de São Luís - MA. Atualmente, é estudante de Iniciação Científica nas áreas de Bioquímica e Biotecnologia, trabalhando nas linhas de pesquisa sobre caracterização físico-química de produtos naturais e desenvolvimento de formulações ecológicas, respectivamente. Também atua como coordenador de ensino em uma liga acadêmica. Tem como objetivo fazer doutorado ao término da graduação.
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Victor Ferreira

Coroataense, 18 anos, acadêmico do 3º período de Farmácia pela Universidade CEUMA de São Luís - MA. Atualmente, é estudante de Iniciação Científica nas áreas de Bioquímica e Biotecnologia, trabalhando nas linhas de pesquisa sobre caracterização físico-química de produtos naturais e desenvolvimento de formulações ecológicas, respectivamente. Também atua como coordenador de ensino em uma liga acadêmica. Tem como objetivo fazer doutorado ao término da graduação.

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