Botânica – Gimnospermas

GIMNOSPERMAS

Hoje daremos continuidade aos estudos da parte de botânica e falaremos sobre gimnospermas.

O termo “gimnosperma” significa “semente nua” e elas recebem esse nome devido à ausência de frutos. Elas são plantas vasculares, possuem raiz, caule, folha e semente.

As principais representantes desse grupo são: araucária, pinheiro, cipreste e sequoia.

Assim como as outras plantas, o ciclo reprodutivo das gimnospermas apresenta alternância de gerações, possuindo gametófito (n) e esporófito (2n). Neste grupo, o gametófito é reduzido e o esporófito é mais desenvolvido, correspondendo à planta adulta. A estrutura reprodutora de uma gimnosperma é o estróbilo, também conhecido como pinha, sendo o microstróbilo o masculino e megastróbilo o feminino. O estróbilo contém esporângios, onde ocorre a produção de esporos por meiose, originando um gametófito (n), também chamado de prótalo. O gametófito se forma no interior do estróbilo, assim o gametófito (n) fica contido no esporófito (2n), confuso, não? O gametófito forma gametas por mitose e após a fecundação tem-se um zigoto (2n) que desenvolve-se em um embrião (2n). O embrião fica no interior da semente (pinhão) e cada semente possui um embrião, um tecido de reserva (endosperma) e uma casca (tegumento). O pinhão sofre germinação ao cair em solo apropriado e desenvolve-se em um esporófito dotado de estróbilo e o ciclo reinicia-se.   

O gametófito masculino, também chamado de grão de pólen possui expansões laterais que facilitam seu transporte pelo vento, facilitando o processo de anemofilia (transporte de pólen pelo vento).

O gametófito feminino, também chamado de saco embrionário possui células menores sem função reprodutiva e algumas maiores com função reprodutiva, chamadas de oosferas. O óvulo maduro possui um tegumento (2n) + gametófito feminino que contém oosferas.

A fecundação dá-se quando o grão de pólen atinge a abertura de entrada do óvulo (micrópila), desenvolvendo-se em um tubo polínico (gametófito masculino adulto) que busca fecundar o óvulo. A fecundação das gimnospermas não depende da água e sim do desenvolvimento do tubo polínico, sendo chamada de sifonogamia. O resultado da fecundação é uma semente (óvulo fecundado e desenvolvido). O zigoto (2n) gera um embrião enquanto que o gametófito feminino (n) em que o embrião desenvolve-se passa a atuar como reserva energética, ou seja, o endosperma (n).

No interior dos estróbilos ocorre o que chamamos de heterosporia, ou seja, a formação de dois tipos de esporos: micrósporo (masculino, formado no microstróbilo) e megásporo (feminino, formado no megastróbilo). Quando são formados apenas um tipo de esporos, como nas briófitas e pteridófitas, chamamos de isosporia.

As gimnospermas podem ser dioicas, como a araucária, ou seja, têm dois indivíduos separados, um de cada sexo. Já os pinheiros, por exemplo, são monoicas, ou seja, têm os dois sexos (megastróbilo e microstróbilo) na mesma planta.

Beatriz tem 19 anos e está em busca de uma vaga no curso de Medicina. Luta por uma Educação de qualidade mais acessível a todos e é por isso que se tornou Colunista de Biologia no EducaHelp.
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Beatriz Silva

Beatriz tem 19 anos e está em busca de uma vaga no curso de Medicina. Luta por uma Educação de qualidade mais acessível a todos e é por isso que se tornou Colunista de Biologia no EducaHelp.

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