A Guerra dos Seis Dias (1967)

Resumo sobre a Guerra dos Seis Dias, o terceiro conflito árabe-israelense. Este tema caiu no vestibular de meio do ano da Unesp 2017 (veja aqui).

Este é o quarto texto sobre o Conflito entre Israel e Palestina. No tema de hoje, o assunto é sobre a Guerra dos Seis Dias de 1967.

Antecedentes

Após a Partilha da Palestina da ONU em 1947, foi criado o Estado de Israel em 14 de maio de 1948. No dia seguinte a criação, os países da Liga Árabe como Egito, Jordânia, Síria e Iraque declaram guerra à Israel, no que foi chamado de Primeira Guerra Árabe-Israelense (1948-1949). Com a vitória de Israel, o país anexou territórios da região da Palestina, ampliando consideravelmente seu território (inclusive Jerusalém). Lembrando que o território de Israel era estabelecido pela Partilha da ONU e a anexação dos territórios desrespeita a partilha.

Outro ponto relevante, é que a Segunda Guerra Árabe-Israelense com a Guerra de Suez em 1956, que foi um conflito entre Egito e Israel.

Para saber detalhadamente sobre os momentos antecedentes, leia aqui.

O que foi a Guerra dos Seis Dias

A Guerra dos Seis Dias foi o terceiro conflito árabe-israelense que envolveu Israel e os países árabes como Egito, Síria e Jordânia.

A data do início da guerra foi dia 5 de junho de 1967 e durou exatos 6 dias, terminando dia 10 de junho com um cessar-fogo. Mesmo com o pouco tempo de duração, esta guerra é importante para compreender a permanência da guerra entre judeus e árabes.

O motivo que iniciou a Guerra de Seis Dias

Na história existe versões diferentes sobre o início da guerra. Contudo, a versão mais aceita é que, no dia 5 de junho de 1967, Israel atacou primeiro as forças aéreas egípcias. Em seguida, Israel avançou sobre o território egípcio ocupando a Península do Sinai e a Faixa de Gaza. A Jordânia e Síria contra-atacaram Israel.

No primeiro dia de guerra foram abatidos cerca de 400 aviões, entre eles 300 egípcios e 50 sírios (fonte). Com a vitória certa de Israel, outros países árabes como Arábia Saudita, Argélia, Iraque, Kuwait e Sudão guerrearam contra o país judeu.

A guerra durou até o dia 10 de junho com o cessar-fogo entre as duas partes. O resultado da guerra foi o seguinte:

  • para Israel foram 980 soldados mortos, 4.520 feridos, 40 aviões abatidos e 394 tanques danificados.
  • para os países árabes foram 4.300 soldados mortos, 6.120 feridos, 444 aviões abatidos e 965 tanques danificados (fonte).

Consequência da Guerra dos Seis Dias

A principal consequência da guerra foi o aumento do território de Israel, que conquistou a Península do Sinai e Faixa de Gaza (ambos pertencentes ao Egito), a Cisjordânia e de Jerusalém oriental (pertencente a Jordânia), e as colinas de Golã (pertencente a Síria).

Estes territórios ocupados tem uma importância estratégica: a Península do Sinai aproxima Israel do Canal de Suez (acesso ao mar vermelho), o Porto de Gaza (acesso ao mar mediterrâneo) e o mar da Galileia na Cisjordânia, que é a nascente do rio Jordão.

Com o aumento dos territórios judeus houve consecutivamente a diminuição dos territórios árabes, onde 1 milhão de árabes foram expulsos da região (SAID, 2012).

Esta guerra provocou uma maior tensão entre árabes e judeus o que viria a desencadear as futuras guerras, com a Guerra de Yom Kippur (1973).


Na próxima semana

Na próxima semana publicaremos sobre a Guerra do Yom Kippur que foi uma tentativa dos países árabes em recuperar os territórios perdidos na Guerra dos seis dias.

Saiba mais: aqui no Educa help foi publicado um especial com textos sobre o Conflito entre Israel e Palestina, destacando a origem do conflito entre judeus e palestinos para compreender os problemas presentes até hoje na região, confira os demais textos acessando aqui.

 Saiba mais

Livros

PARKER, Philip. O nascimento de Israel. In: ______. Guia ilustrado Zahar: História Mundial. Tradução: Maria Alice Máximo. Rio de Janeiro: ZAHAR, 2011. p.384.

SAID, Edward. A questão da Palestina. São Paulo: Editora Unesp, 2012.

VISENTINI, Paulo Fagundes. A Guerra Fria, a ONU e a Pax Americana (1945-1961).  In: Manual do candidato: história mundial contemporânea (1776-1991): da independência dos Estados Unidos ao colapso da União Soviética. . 3ª edição. Brasília: FUNAG, 2012. 283p.

Livros didáticos sobre o conflito (Objetivo e Anglo).

Sites

AFP. Há 50 anos começava a Guerra dos Seis Dias. ISTOÉ. 02 de junho de 2017. Disponível em: http://istoe.com.br/ha-50-anos-comecava-a-guerra-dos-seis-dias/

CONIB. Em 29 de novembro de 1947, ONU aprovou a Partilha da Palestina. Os judeus a aceitaram; os árabes, não. CONIB. 27 de novembro de 2015. Disponível em: http://www.conib.org.br/noticias/3094/em-29-de-novembro-de-1947-onu-aprovou-a-partilha-da-palestina-os-judeus-a-aceitaram-os-rabes-no

FERNANDES, Claudio. Guerra dos Seis Dias. História do mundo. Disponível em: http://historiadomundo.uol.com.br/idade-contemporanea/guerra-dos-seis-dias.htm

MARCOS JUNIOR. Guerra dos Seis Dias – Resumo sobre suas causas. ESTUDO PRATICO. Atualizado em 29 de setembro de 2016. Disponível em: https://www.estudopratico.com.br/guerra-dos-seis-dias-resumo-sobre-suas-causas/

NERDOLOGIA. A Guerra dos Seis Dias. Duração de 8 min e 57 segundos. Disponível em : https://www.youtube.com/watch?v=ptTZKSpZn14

 

Graduado e mestre em Geografia pela Unesp, campus de Presidente Prudente (SP). É atualmente professor de geografia em escolas particulares e públicas e professor de geopolítica em cursinho preparatório para vestibular. Escreve no Geografia no Vestibular e no Educa Help.
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Leandro Nieves

Graduado e mestre em Geografia pela Unesp, campus de Presidente Prudente (SP). É atualmente professor de geografia em escolas particulares e públicas e professor de geopolítica em cursinho preparatório para vestibular. Escreve no Geografia no Vestibular e no Educa Help.

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