Antiguidade Oriental (parte II): Mesopotâmia – Império Babilônico e Assírio

Cercada por desertos e montanhas, a Mesopotâmia (atual Iraque) foi uma das regiões mais prósperas do globo na Antiguidade Oriental, devido a grande quantidade de água encontrada em seus domínios. Essa área fazia parte do Crescente Fértil (região do Oriente médio propícia à agricultura) e se localizava na planície entre dois grandes rios: Tigres e Eufrates. Seu nome tem origem no grego (meso = meio e potamos = rio), isto é, terra entre rios.


Em relação ao surgimento do Estado nessa região, podemos encontrar a mesma situação observada no Egito. A necessidade de aumentar a superfície cultivável ocasionou a formação de um poder centralizado, que organizava essas obras de expansão do cultivo. Apesar disso, existe uma grande diferença geográfica dessas regiões. Ao passo que o Egito possuía um relativo isolamento geográfico, a Mesopotâmia pelo contrário, era uma localidade de planícies abertas. O encontro de diversos povos neste espaço, torna a alternância de poder uma característica marcante dessa região. As principais civilizações que ali se desenvolveram foram os sumérios, acádios, assírios e babilônicos.

Os primeiros humanos começaram a habitar esse espaço na passagem do Paleolítico para o Neolítico, “fugitivos” de uma grande seca que assolava a região. Com o nascimento das cidades, as relações sociais desenvolveram-se juntamente com o poder político, centralizado nas mãos de reis-sacerdotes, conhecidos como Patesis.

A civilização suméria foi a primeira a habitar a região, dando os primeiros passos para a civilização. Ao final do Neolítico, muitas cidades já estavam formadas e há maioria delas tinha mais de mil habitantes, como foi o caso de Kish, Nippur, Uruk e Ur. Os reis centralizavam o poder administrativo, militar e religioso. Donos de todas as terras, submetiam a população a um trabalho pesado, fosse no campo ou na construção de obras hidráulicas. Mão de obra utilizada também para a construção de templos, conhecidos como zigurates.

Os sumérios estabeleceram relações comerciais com alguns povos da região, e, para registrar essas negociações mais a contabilização da produção de alimentos, desenvolveram a escrita cuneiforme (símbolos em forma de cunha).

Havia lutas intensas entre as cidades pelo domínio das terras mais produtivas. Situação que permaneceu até Sargão I, por volta de 2350 a.C. estender seu domínio para toda a Mesopotâmia. Dava-se o início a civilização arcadiana, por ter a capital do império em Akkad.

Primeiro Império Babilônico

A morte de Sargão I, trouxe revolta de vários povos dominados, seguido por uma grande leva de invasões. Entre esses povos invasores estavam os amoritas, advindos do deserto árabe ao sul. Estabeleceram a capital na cidade chamada de Babilônia.

O rei Hamurábi, no século XVIII a.C., unificou a maior parte da Mesopotâmia e fundou o Primeiro Império Babilônico. Este rei é também conhecido por ser um dos primeiros legisladores da História, pois escreveu o mais antigo código de leis que se tem notícia: O Código de Hamurábi. Tal código baseava-se na Lei do Talião. Pregava a ideia de “olho por olho, dente por dente”, ou seja, seu castigo será de mesma intensidade que o delito cometido.

Invasores casitas e hurritas também viviam na região. Por volta de 1500 a.C., hititas dominaram a Mesopotâmia, que só foi unificada sob a liderança de Nabucodonosor. Após a sua morte esse grande império caiu sob o domínio dos assírios.

Império Assírio

Ao norte da Mesopotâmia localiza-se a Assíria, região que sofreu uma sequência de invasões por ser uma área de passagem. Essa condição possibilitou aos povos que ali habitavam aprimorassem cada vez mais suas técnicas de guerra. Dominaram diversos povos e ficaram famosos pela violência e crueldade que tratavam os dominados.

O auge territorial, político e cultural deu-se com o governo de Assurbanípal, que dominou do Egito, passando pela Palestina e chegando as planícies persas. Tal governante criou uma biblioteca na cidade de Nínive, que possuía uma coleção enorme de tabletes de argila. Tabletes que relatavam os mais variados conhecimentos: astronomia, história, mitologia, etc…

Com a morte de Assurbanípal, aos poucos os assírios começam a perder o controle sobre as regiões dominadas. Somado a isso a união entre os medos e caldeus (habitantes da Babilônia), o Império Assírio chega ao fim.

Novo Império Babilônico

Sob domínio caldeu, a Babilônia volta ser a capital do império. O apogeu do novo império ocorreu durante o comando de Nabucodonosor II, onde grandes obras arquitetônicas foram criadas. Como por exemplo, os Jardins Suspensos da Babilônia e a Torre de Babel.

Marcado pela expansão militar, o governo de Nabucodonosor II chegou a dominar o Egito e o Reino de Jerusalém. Este ultimo conhecido como: Cativeiro da Babilônia (escravizou os hebreus). A morte desse imperador dá inicio ao declínio do império, que sofre o golpe de misericórdia dos persas, em 539 a.C., sob o comando de Ciro.

 

 

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.
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Lucas Valle

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.

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