Império Romano

Durante a era do império romano, Otávio, que passou a acumular vários títulos, como Augustus (sagrado), Princeps Senatus (Principal do Senado), Tribuno Perpétuo da Plebe e Imperator (comandante supremo do exército, adotou uma série de medidas que aumentaram ainda mais a sua popularidade. Algumas delas foram:

  • A distribuição das terras e pagamento de uma aposentadoria aos combatentes veteranos
  • Instituiu a distribuição gratuita de trigo para o povo e oferecia espetáculos gratuitos, medidas que continham os ânimos mais revoltosos e ficaram conhecidas como a política do “pão e circo”.
  • Modificou boa parte da estrutura urbana de Roma, melhorando a condição de vida da plebe.

Esse período inaugurou também a chamada pax romana (paz romana), período de pacificação das províncias, quando os seus governadores não podiam mais explorá-las diretamente e passaram a receber salários para desempenhar esse trabalho. Com a morte de Otávio, o Império foi governado por muitos imperadores que podem ser divididos em quatro dinastias.

Dinastia Júlio-Claudiana (14 a 68)

Destacou-se pelo despotismo de seus imperadores. Calígula chegou a nomear seu cavalo Incitatus como cônsul romano. Cláudio foi assassinado por sua própria esposa, e Nero, além de colocar fogo em Roma e pôr a culpa nos cristãos, mandou assassinar sua mãe, irmãos e esposas, acabando por cometer suicídio em 68.

Dinastia dos Flávios (69 a 96)

Representante dos negociantes, Vespasiano estabeleceu ordem para beneficiar seus partidários. Tito e Domiciano seguiram os passos de Vespasiano, tentando trazer prosperidade ao Império. O assassinato de Domiciano pôs fim a essa dinastia.

Dinastia dos Antoninos (96 a 192)

Foi um período de paz e tranquilidade, em que os imperadores buscavam alternativas para melhorar a vida da comunidade. No governo de Trajano, o Império alcançou máxima extensão territorial. Seus sucessores governaram em clima de paz, como no caso de Marco Aurélio, conhecido como Imperador Filósofo. Com a subida de Cômodo ao poder, esse período de tranquilidade findou-se, pois este imperador iniciou um governo violento e ditatorial até ser assassinado em 192

Dinastia dos Severos (193 a 235)

Período marcado por violentas lutas pelo poder. Sétimo Severo reforçou o poder do exército para conter a crise. Caracala concedeu cidadania a todos os homens livres do Império, mas não conseguiu acabar com a crise. Vários imperadores assumiram o poder, mas todos foram lideranças muito fracas. Essa dinastia terminou com a morte de Alexandre Severo, em 235, dando início a um período de guerras pelo poder que durou 35 anos.

A história do Império até a dinastia dos Severos é chamada de Alto Império. A partir daí, Roma entra em crise e dá-se início ao Baixo Império, fase final do governo imperial. Um período de anarquia militar tomava conta do Império: dos 20 imperadores que sucederam a Alexandre Severo, 18 morreram assassinados.

O cristianismo, que surgiu durante o governo de Otávio Augusto, a cada dia acumulava mais seguidores e preocupava as autoridades romanas. Na tentativa de recuperar a grandeza e o poder do Império três imperadores se destacaram:

Diocleciano (284 – 305)

Assinou o Édito Máximo, que estabelecia o congelamento de preços numa tentativa de conter a inflação. Adotou o serviço militar obrigatório para aumentar o contingente do exército e deu início a Tetrarquia, dividindo o Império em duas partes: Ocidente e Oriente. O império do Ocidente, com capital Roma, era governado pelo próprio Diocleciano; o do Oriente, com capital em Bizâncio, ficou sob o julgo de Maximiliano. Os dois tinham o suporte de co-imperadores, daí o nome do governo: tetrarquia. Após a renuncia dos dois imperadores, houve lutas pelo poder, que foi centralizado novamente por Constantino.

Constantino (313 – 337)

Este imperador, percebendo o poder de coesão social do cristianismo, converteu-se à nova religião e, com o Édito de Milão (313), acabou com os anos de perseguição aos cristãos, liberando o culto. Também transferiu a capital do Império para Bizâncio, que passou, a partir de então, a se chamar Constantinopla.

Teodósio (378 – 395)

Com o Édito da Tessalônica (391), tornou o cristianismo religião oficial do Império. Dividiu nova e definitivamente o império em duas partes: o império do Ocidente, que permaneceu até 476, e o império do Oriente ou império Bizantino, que permaneceu até 1453.

Contudo, as medidas adotadas por esses imperadores não conseguiram conter e crise econômica e social que se abatia em Roma.

Não havia trabalho, os produtos a cada dia subiam de preço e, para assegurar as fronteiras, mais soldados eram recrutados, o que dependia de mais e mais recursos. As cidades não eram seguras, o que levou a migração para o campo, onde se buscava a proteção de um senhor de terras em troca de emprego. Os grandes proprietários, por causa da crise, não mais conseguiam sustentar os seus escravos, o que fez surgir o regime do colonato: uma parte da terra era arrendada para o escravo, que pagaria 50% do que produzia, era o prenúncio do feudalismo.

Além disso, desde o governo de Teodósio ocorria a intensificação das invasões bárbaras ao império. Por todos os lados os, hunos, ostrogodos, visigodos, vândalos e tantos outros invadiam e pilhavam as cidades romanas. O golpe final foi dado por Odoacro, rei dos hérulos, que em 476 tomou Roma e destronou Rômulo Augusto, o ultimo imperador romano.

Os bárbaros deram o “golpe de misericórdia” num império que já estava condenado pela crise econômica e política, pelos problemas com o escravismo e pelas constantes lutas internas pelo poder.

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.
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Lucas Valle

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.

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