O Império Persa

O planalto Iraniano, localizado entre o golfo Pérsico e o mar Cáspio (atual Irã), era habitado por dois povos: os persas e os medos. Comandada pela família Aquemênida, a tribo persa foi dominada pelos medos sob o comando do rei Ciaxares. Este que por sua vez, organizou um poderoso império, assistindo os neobabilônicos e derrotarem os assírios. Representante da família aquemênidas, Ciro, toma o poder em 559 a.C após a morte de Ciaxares.

Devido ao crescimento populacional, os persas iniciaram a conquista de novas regiões. Expansionismo que iniciou-se com a tomada da Lídia (região da Ásia Menor), chegando a dominar a Índia. Em 539 a.C.  os exércitos persas invadiram e conquistaram a Babilônia. Tal invasão finaliza o episódio nomeado de Cativeiro da Babilônia (visto no post sobre Os Hebreus).

Ciro concedia a liberdade de culto e fazia acordo com as famílias mais ricas, dando-lhe maior solidez em seus domínios, à custa de pesados impostos. Depois de sua morte em 529 a.C., Cambises filho de Ciro, continua a conquistar novas terras para o império Persa. Na batalha de Pelusa, em 525 a.C, Cambises ganha domínio sob o território egípcio. Durante o seu reinado, havia uma grande luta pelo poder dentro da Pérsia, “estímulo” que levou Cambises a não seguir os passos do pai. Portanto, submete violentamente os povos conquistados e aumenta a centralização do poder.

Posteriormente a sua morte, a Pérsia vai alcançar o seu apogeu nas mãos de Dario I (524 a.C – 484 a.C), que perpetuou a política expansionista de seus predecessores. Uma de suas maiores contribuições foi a divisão do império em províncias. Denominadas satrapias (ou satrápias), era governada pelos sátrapas, que detinham determinada autoridade administrativa. Todavia, os sátrapas deviam  justificativas fiscais ao Estado, pois eram os “olhos e ouvidos do rei”. Ademais, introduziu a moeda, o dárico, facilitando trocas comerciais. Também criou um sistema de estradas que ligavam as satrapias à sede do império.

Dario tentando ampliar ainda mais seus domínios, consumou uma grande guerra com os gregos. Chegou a tomar o estreito de Bósforo e Dardanelos (estreitos turcos, considerados como fronteira entre Europa e Ásia), região que mantinha relação com os gregos. Porém, em 490 a.C. quando tentou invadir a Grécia, foi repelido e derrotado pelas cidades-Estado gregas na batalha de Maratona.

Seu filho Xerxes persistiu na luta contra os gregos, mas após consecutivas derrotas, foi definitivamente expulso ao término das batalhas de Salamina e Platéia, em 480 a.C. e 479 a.C., respectivamente. Esses embates ficaram conhecidos como Guerras Médicas, referência aos medos.

A partir disso, os persas foram forçados a reconhecer o poder grego sobre o mar Egeu e Ásia Menor. No entanto, durante a guerra do Peloponeso (Esparta x Atenas), reconquistaram a Ásia Menor. Mais tarde, em 330 a.C., com o assassinato de Dario III, toda a Pérsia cai sob domínio macedônico.

A religião persa

Devido a conquista de variados povos, os persas foram mais influenciados do que influenciaram. Não obstante, sua originalidade deus-se na religião. A princípio, cultuavam divindades ligadas à natureza, como o Sol, a Lua e a Terra. Essa crença foi substituída pelo masdeísmo ou zoroatrismo, pois foi Zoroastro (conhecido também como Zaratustra) quem a criou. Em seu livro sagrado, Zend-Avesta, salvaguardava a ideia da existência de um deus do bem (Ormuz) e um deus do mal (Arimã). A vitória de um dos deuses estava subordinada à intervenção do homem, ou seja, a vitória seria daquele que mais seguidores tivesse.

Proferia também que o Messias salvador do mundo, nasceria de uma virgem. Diz que no dia do juízo final, os homens bons seriam recebidos nos braços da eternidade junto ao paraíso. Familiar, não? De fato, o masdeísmo influenciou o judaísmo, que por sua vez, influenciou o cristianismo e o islamismo.

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.
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Lucas Valle

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.

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