Fenícios

Localizada no atual Líbano, há 3.000 a.C, a Fenícia foi ocupada por povos semitas. Os fenícios desenvolveram o cultivo de oliveiras, cereais e videiras. Porém, possuindo apenas uma estreita faixa de terras, cercada pelo mar e montanhas, a pratica da agricultura na região não era muito favorável.

Em virtude dessa dificuldade de produção e da relativa contiguidade com o Egito, os fenícios desenvolveram uma intensa atividade comercial marítima. Por habitarem uma área de “passagem”, ficavam sujeitos a constantes invasões, proporcionando-os um longo processo de miscigenação.

A Fenícia possuía ao todo 25 cidades-Estado, ou seja, não dispunham de um governo centralizado. Faziam uso da monarquia como sistema político. Entre os mais ricos da cidade, selecionava-se o monarca, o qual passava seu cargo por hereditariedade. No entanto, os poderes do monarca não eram absolutos, visto que era assessorado por sacerdotes e um conselho de anciãos. Dirigida pelos grandes proprietários e comerciantes marítimos das cidades, a monarquia fenícia é conhecida por talassocracia: poder político e econômico de um Estado, baseado pelo domínio das rotas marítimas.

Adoravam os deuses relacionados às forças da natureza, como o Sol, a chuva, raios e tempestades, logo eram politeístas. Diversas cidades cultuavam os mesmos deuses, mas com nomes diferentes. Entre as principais divindades, temos o deus Baal. Senhor dos deuses, cada cidade o representava através de uma força da natureza. Para agradar as entidades, praticavam o sacrifício humano nos seus rituais, acreditando trazer prosperidade comercial e fecundidade para as terras.

A navegação fenícia é desenvolvida inicialmente para estabelecer comércio com as localidades mais próximas, como o Egito. Subsequentemente, aprofundaram seus conhecimentos e passaram a navegar por todo o Mediterrâneo, chegando até a costa atlântica. Fundaram colônias por todo Mediterrâneo, que serviam como entrepostos comerciais. Cartago, no norte da África, foi a colônia que ganhou maior destaque, visto que foi de extrema importância no comércio da região.

Ugarit e Biblos são duas cidades que também eram de grande importância. Mantinham uma relação estreita com os egípcios, além do seu comércio com o Mediterrâneo. Todavia, a cidade-Estado fenícia de maior importância foi Tiro. Seu apogeu deu-se entre 1.000 a.C. e 800 a.C. Não sofreu teve dificuldade com a invasão dos hititas, tão pouco com penetração dos assírios. Aceitou soberania estrangeira, contudo não se submeteu a ela. Posteriormente, Tiro é dominada pelos neobabilônicos, pelos persas e, por fim, pelas tropas de Alexandre, o Grande.

Criado pelos fenícios, sendo a maior contribuição para a civilização ocidental, foi o alfabeto fonético, integrado de 22 letras. Gregos e romanos aprimoraram e utilizaram esse alfabeto, tornando-os base alfabetos ocidentais usados atualmente. Também tinham grande conhecimento matemático, essencial para à pratica comercial e astronômico, utilizado para localização durante as navegações.

Alfabeto fonético

 

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.
COMPARTILHE!

Lucas Valle

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.

3 comentários em “Fenícios

Gostou? Deixe uma resposta!