A Regência Una de Diogo Feijó


 Diogo Antônio Feijó (1784 – 1843)

Após o Ato Adicional, novas eleições foram realizadas para a escolha do novo regente. A regência Una então foi ocupada pelo padre Diogo Antônio Feijó, ligado à ala progressista do partido Moderador.

Nesse momento, a divisão política se dava entre dois partidos. O Progressista, favorável a uma maior autonomia das províncias, e o Regressista, partido que fazia oposição a Feijó e contrário à autonomia das províncias.

Ao assumir o Governo, Feijó estava às voltas com as rebeliões. Estavam em curso dois dos grandes conflitos que abalariam a Regência: a Cabanagem, no Pará, e a Farroupilha, no Rio Grande do Sul. Pressionado por políticos regressistas e debilitado da saúde, Feijó resolveu renunciar quando ainda faltavam dois anos para o fim do seu mandato.

Realizadas novas eleições, Araújo Lima, político regressista que já havia assumido o cargo interinamente, sagrou-se vencedor e passou a reger o país. Em seu governo, eclodiram duas novas rebeliões: a Sabinada, na Bahia, e a Balaiada, no Maranhão.

A Regência Una de Araújo Lima ficou marcada também pela criação de um ministério composto por políticos regressistas. Esse ministério ficou conhecido como ministério das Capacidades. Fundou o  IHGB – Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o Arquivo Público Nacional e o colégio Pedro II.

A autonomia provincial também foi reformulada pela Lei Interpretativa do Ato Adicional. Desta maneira, foi “promovida” a centralização do poder político e limitou o poder das províncias.

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.
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Lucas Valle

Londrinense, 22 anos, graduando de História pela Universidade Estadual de Londrina (UEL). Além da história, possui uma enorme admiração por astronomia e assuntos relacionados ao universo.

3 comentários em “A Regência Una de Diogo Feijó

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