Respiração Anaeróbia

Olá, pessoal!

Nos posts anteriores, falamos sobre a respiração aeróbia e suas etapas. Hoje, veremos um tipo de respiração celular que não utiliza o O2. 

A respiração celular anaeróbia se trata da obtenção de energia a partir de reações químicas sem o envolvimento do Oxigênio, como ocorre na Fermentação e na Glicólise.

GLICÓLISE

Na glicólise, cada molécula de glicose é desdobrada em duas moléculas de piruvato (ácido pirúvico), com liberação de hidrogênio e energia, por meio de várias reações químicas.
O hidrogênio combina-se com moléculas transportadores de hidrogênio (NAD), formando NADH + H+, ou seja NADH2.

 

FERMENTAÇÃO

A fermentação é um nome dado aos processos que ocorrem após a glicólise, em condições de anaerobiose, com a finalidade de reciclar componentes importantes nos mecanismos de obtenção de energia. Mais especificamente, esse processo se trata das reações químicas que utilizam o piruvato gerando outros produtos, como, por exemplo, o ácido láctico e o álcool. Nesse sentido, é importante ressaltar que, embora esses eventos fermentativos sejam realmente importantes, eles não geram, de fato, energia. É realizada por bactérias anaeróbias obrigatórias (gênero Clostridium) ou por organismos anaeróbios facultativos (leveduras, alguns moluscos, alguns anelídeos e o tecido estriado esquelético).

É importante destacar que a obtenção de energia por processos anaeróbicos não é muito eficiente. Isso ocorre porque ao fim do processo é gerada bem pouca energia, mais especificamente, um mol de glicose acaba gerando apenas dois mols de ATP. Muito embora não se trate de um processo eficiente, ele é extremamente importante, porque existem organismos que não suportam o oxigênio, ou seja, para esses organismos o oxigênio é extremamente tóxico. Além disso, vale ressaltar que em épocas remotas na história da vida não existia oxigênio suficiente e disponível na atmosfera para que pudesse ser utilizado.

Características do processo fermentativo:

  • a glicose é quebrada sem consumo de oxigênio;
  • ocorre no citosol;
  • a quebra da glicose termina na glicólise. Desa forma, a glicose não é totalmente quebrada e oxidada a CO2 e água, ou seja, não há liberação de toda a energia da glicose;
  • o saldo energético é de apenas 2 ATP.

OBS: durante qualquer processo de quebra da glicose, o NAD+ deve ser recuperado. Na respiração aeróbia, o O2 é usado para oxidar o NAD. Na fermentação, é usado o próprio piruvato formado na glicólise.

PRINCIPAIS TIPOS DE FERMENTAÇÃO

  • ALCOÓLICA

Na fermentação alcoólica, as duas moléculas de ácido pirúvico produzidas são convertidas em álcool etílico (também chamado de etanol), com a liberação de duas moléculas de CO2 e a formação de duas moléculas de ATP.

Esse tipo de fermentação é realizado por diversos microorganismos, destacando-se os chamados “fungos de cerveja”, da espécie Saccharomyces cerevisiae. O homem utiliza os dois produtos dessa fermentação: o álcool etílico empregado há milênios na fabricação de bebidas alcoólicas (vinhos, cervejas, cachaças etc.), e o gás carbônico importante na fabricação do pão, um dos mais tradicionais alimentos da humanidade. Mais recentemente tem-se utilizado esses fungos para a produção industrial de álcool combustível.

  • LÁTICA

Os lactobacilos (bactérias presentes no leite) executam fermentação lática, em que o produto final é o ácido lático. Para isso, eles utilizam como ponto de partida, a lactose, o açúcar do leite, que é desdobrado, por ação enzimática que ocorre fora das células bacterianas, em glicose e galactose. A seguir, os monossacarídeos entram nas células, onde ocorre a fermentação.

Cada molécula do ácido pirúvico é convertido em ácido lático, que também contém três átomos de carbono.  

FERMENTAÇÃO LÁTICA NO HOMEM

Você já deve ter ouvido que é comum a produção de ácido lático nos músculos de uma pessoa, em ocasiões que há esforço muscular exagerado. A quantidade de oxigênio que as células musculares recebem para a respiração aeróbia é insuficiente para a liberação da energia necessária para a atividade muscular intensa.

Nessas condições, ao mesmo tempo em que as células musculares continuam respirando, elas começam a fermentar uma parte da glicose, na tentativa de liberar energia extra. O ácido láctico acumula-se no interior da fibra muscular produzindo dores, cansaço e cãibras. Depois, uma parte desse ácido é conduzida pela corrente sanguínea ao fígado onde é convertido em ácido pirúvico.

  • ACÉTICA

As acetobactérias fazem fermentação acética, em que o produto final é o ácido acético. Elas provocam o azedamento do vinho e dos sucos de frutas, sendo responsáveis pela produção de vinagres.

 

Finalizamos por aqui o Metabolismo Energético das células!

Continue acompanhando o blog! A gente vai disponibilizar uma lista de exercícios sobre esse assunto!

É treinando que a gente chega lá! 😉

Bons estudos!!!!

Graduada em Nutrição pela Favip/Devry. Amo Biologia. Sempre estudei e me esforcei para alcançar meus objetivos. Acredito que a educação pode mudar as pessoas... Conheci o EducaHelp, que com posts simples trazia conteúdo objetivo! Agora sou Colunista e espero ajudar outros estudantes a compreender o maravilhoso mundo da BIOlogia!
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Raquel Gomes

Graduada em Nutrição pela Favip/Devry. Amo Biologia. Sempre estudei e me esforcei para alcançar meus objetivos. Acredito que a educação pode mudar as pessoas... Conheci o EducaHelp, que com posts simples trazia conteúdo objetivo! Agora sou Colunista e espero ajudar outros estudantes a compreender o maravilhoso mundo da BIOlogia!

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