SOCIOLOGIA: FUNDADORES

Quem são os fundadores da Sociologia?

Toda forma de conhecimento é uma criação humana. Então, o que caracteriza o conhecimento científico? Do que ele é constituído? O que o diferencia de outros tipos de conhecimento? Partindo dessas provocações, a ciência busca respostas aos questionamentos humanos sobre o meio físico (natura) e social no qual habitam. É como a famosa frase: “São as perguntas que movem o mundo”. Assim, as respostas a esses questionamentos humanos são obtidas pela “razão humana” mediante estudos, pesquisas e métodos utilizados para chegar a uma conclusão e/ou para comprovar, ou não, uma hipótese (ideia principal motivadora da pesquisa). ver mais: http://blog.educahelp.com/descartes-e-importancia-do-pensamento-nas-ciencias/ Em linhas gerais, é isso o que caracteriza o conhecimento científico e o que o diferencia de outros conhecimentos (filosófico, religioso e senso comum). Às pessoas que queiram se aprofundar nesse assunto, indico a leitura do livro de Thomas Kuhn: “A estrutura das revoluções científicas”, publicado originalmente em 1962.

A Sociologia quando surgiu no século XIX necessitava delimitar o seu espaço e objeto de pesquisa, distinguindo-se de outras ciências que, indiretamente, analisavam o funcionamento das sociedades, o comportamento das pessoas e o convívio entre elas dentro de um mesmo espaço social e geográfico. Assim, teorias e métodos foram criados com o objetivo de subsidiar os sociólogos na investigação e interpretação do seu objeto de estudo: a sociedade.

Abaixo serão citados, grosso modo, alguns pensadores e “escolas de pensamento” importantes para a sociologia, principalmente no que diz respeito à formação e à consolidação como ciência .

Os pensadores que fundaram e estruturaram, no século XIX e início do século XX, como uma nova ciência dentro do arcabouço do conhecimento humano, são: Auguste Comte (1798-1857) e Émile Durkheim (1858-1917). Esses dois pensadores são expoentes da Escola francesa de sociologia, caracterizada pelo método funcionalista de análise, muito em voga na época. Já Karl Marx (1818-1883) e Max Weber (1864-1920), ambos expoentes da Escola alemã de sociologia, caracterizada pelo método dialético de análise desenvolvido por Hegel, no caso de Marx e, no caso de Weber, o método analítico subjetivo desenvolvido por Kant.

A partir da primeira e segunda metade do século XX, além das contribuições dos pensadores da escola francesa e alemã que fundaram e estruturaram a sociologia como ciência, temos a Escola norte-americana de sociologia, mais conhecida como “Escola de Chicago”, caracterizada pelo método empírico de análise (estudos de casos). Nessa escola sociológica destacam-se os sociólogos Donald Pierson (1900-1950), Emílio Willems (1905-1997) e Clarles Wright Mills (1916-1962), com o seu método de análise social, chamado “imaginação sociológica”.

Essas são as escolas de pensamento clássicas fundantes que constituíram a sociologia como ciência, influenciando os avanços e continuidades advindos dos estudos de outros sociólogos. Com influência dessas escolas, principalmente a francesa e norte-americana, a sociologia brasileira, a partir de 1930, surge com características semelhantes às outras, mas adaptando e, muitas vezes, ressignificando os conceitos e métodos desenvolvidos pelas escolas. Dentro da sociologia brasileira, são referências: Florestan Fernandes (1920-1995), Octávio Ianni (1926-2004), Antonio Candido (1918), Fernando Henrique Cardoso (1931), entre outros.

 

No próximo post abordarei a definição de ciências humanas e ciências sociais. Aguardem!!

Sociólogo formado pela FESPSP (Fundação Escola e Sociologia e Política de São Paulo). Professor da rede estadual de ensino de São Paulo. Militante político e cultural.
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Kassiano César de Souza Baptista

Sociólogo formado pela FESPSP (Fundação Escola e Sociologia e Política de São Paulo). Professor da rede estadual de ensino de São Paulo. Militante político e cultural.

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